É, fazia tempo que eu não fazia isso. Que eu não sentava na frente de um PC e começava a blogar. Por uma porção de coisas. Falta de tempo, falta de motivação, falta de assunto, e a ideia que assombra a todo blogueiro (acho), de que ninguém vai ler.
O que mudou? Continuo sem tempo. Motivação é a gente quem faz. Se ninguém ler, bom, paciência. Eu pensava muito nisso, mas acabei concluindo que é melhor eu escrever e ninguém ler do que ficar guardando tudo na minha cabeça e não escrever nada.
Talvez sirva pra no futuro eu olhar pra trás e ver um pouco de quem eu era, quem sabe?
Muita coisa mudou na minha vida ultimamente. Mudei de estado (uma vez) e de casa, duas vezes em menos de dois anos. Quando vim pra cá, peguei só uma mala e uma mochila com o note, e encarei a ideia de que eu precisava mudar. Fui pro apartamento dos meus pais, e fiquei por lá, mas logo vi que precisava mudar ainda mais.
Precisava do meu canto, onde eu podia ser eu, sem precisar colocar uma máscara pra ninguém. Infelizmente às vezes as pessoas que a gente ama, e que nos amam também, exigem isso da gente, sem perceber, ou até percebendo e achando que estão nos ajudando. Porque, na verdade, é só isso que querem, ajudar. Mas não ajuda. Complica ainda mais.
E tudo mudou muito depois que eu vim pro meu cantinho. Eu trabalho que nem uma louca, e a casa vive meio sem pé nem cabeça - quem já viu sabe que embora eu não curta sujeira, bagunça não me incomoda - mas é a minha bagunça. A minha casa, o meu espaço, onde eu posso fechar a porta, tirar os chinelos e apenas ser eu.
Muito não mudou, mas muito mudou de uma maneira imensamente profunda. Como ir à casa da minha mãe. Eu morei com ela por mais de 30 anos. E agora, ficando uma semana sob o mesmo teto, já começo a perder um pouco a paciência com certas coisas, certos comentários (que mesmo sem intenção de ofender ou aborrecer acabam fazendo exatamente isso), com o fato de eu não saber onde fica nada (isso era um problema que já existia quando morava com ela), com o fato de, basicamente, não ser a minha casa.
Começo a achar que nasci pra morar sozinha, feito gato, que gosta de companhia, mas vive sem. Eu sou assim. Gosto das pessoas, de vê-las, de falar com elas (embora reconheça que não faço isso tanto quanto deveria), mas também gosto de parar, recuar e vir pro meu canto quando interagir é demais. É assim que eu sou, e fingir que não seria exatamente isso, fingimento, falsidade.
E eu falei de tudo isso e não falei do motivo que me trouxe pra cá agora. Mais mudanças. Num site de que eu participo, alguém lançou um desafio fitness, 30 dias seguindo algum programa de exercícios, fosse o sugerido pela pessoa que lançou, ou fosse qualquer outro que a pessoa tivesse para seguir. E bom, eu resolvi fazer. E é engraçado, que isso dá uma certa clareza pra gente. Mesmo eu tendo começado agora, hoje, é engraçado que uma das mudanças que você vê que tem de fazer (no caso, acordar mais cedo pra fazer os exercícios do programa de manhã) começa a puxar outras. Dormir mais cedo pra acordar cedo sem virar um zumbi. Comer melhor pra ter energia. Beber mais água. Evitar besteira. E assim por diante.
E eu espero que dessa vez eu realmente consiga ir, aos poucos, incluindo essas mudanças na minha vida. Não por causa da estética, que apesar de importante deve ser consequência. Mas por causa da saúde, que com certeza vai agradecer se eu me mantiver no rumo.
E vamos em frente!